Zé Raimundo
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Discursos em plenário

11/8/2011 - Painel do Plenário da Alba / Revolução educacional empreendida pelo governo federal/Universidades federais para a Bahia.
1427-I
Ses. Ord. 11/08/11                                        Or. Zé Raimundo
Painel do Plenário da Alba / Revolução educacional empreendida pelo governo federal/Universidades federais para a Bahia.
 
                   O Sr. PRESIDENTE (Pedro Tavares):- Com a palavra o deputado Zé Raimundo pelo tempo de 5 minutos.
                   O Sr. ZÉ RAIMUNDO:- Sr. Presidente, Srs. Deputados, este tema da memória, da história, da lembrança e do esquecimento, é realmente instigante. Todo ato de lembrar é um ato de esquecer. A história e a memória nascem com o grande escritor Heródoto, chamado de o “Pai da História”. Na epígrafe do seu livro ele diz: “Escrevo este livro para que os grandes feitos dos bárbaros e dos gregos não sejam esquecidos, e assim as gerações futuras possam rememorá-los”.
                   Paulo, esse é um tema que merece um debate. A memória tem de ser plural, coletiva e, principalmente, um testemunho das ações dos homens no tempo. Posteriormente deveremos fazer um debate sobre o 2 de Julho, sobre o barco desse painel. Acho até que esse barco já virou a página da história, mas também faz parte dela. Não podemos atualizar burocraticamente, até porque a hegemonia e o controle sobre um passado já é um testemunho.
                   Há estudos que mostram que há mais de 500 escolas na Bahia com o nome de uma mesma pessoa. E os nomes que são dados aos logradouros públicos são os das elites. Mas também há em Salvador muitos registros de memória de homens vindos das classes populares, homens do povo, que a própria sociedade baiana não sabe.
                   Eu resido há mais de 40 anos no interior, mas poderia citar inúmeras personalidades que, infelizmente, a memória de Salvador não sabe, como Domingos Silva, Ismael Ribeiro, líderes operários, Raimundo Quirino. Esses são nomes de ruas, mas as gerações atuais não se lembram e não sabem quem são, já que não cultuamos uma memória plural e coletiva.
                   Mas, Sr. Presidente, na verdade, gostaria de falar de forma especial sobre o esforço que o deputado federal Waldenor Pereira está fazendo em Brasília, juntamente com toda a Bancada da Bahia – independente dos partidos políticos –, com os nossos senadores Walter Pinheiro, Lídice da Mata e João Durval Carneiro, para consolidarmos a grande revolução educacional, científica e cultural que o Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula e, agora, a presidente Dilma, numa coligação, num governo de coalizão, estão fazendo no Brasil e na Bahia.
                   Além das universidades já criadas, como a do São Francisco, com um campus em Juazeiro e outro em Petrolina, e a do Recôncavo Baiano, com vários campi no entorno da Baía de Todos os Santos, a presidente Dilma já sancionou, já consolidou a Universidade Federal do Oeste, como foi dito aqui e testemunhado pela deputada Kelly Magalhães.
                   No final de semana, a presidente Dilma anunciará a universidade do Extremo Sul da Bahia. Todos sabem também que em Vitória da Conquista já funciona o Campus Anísio Teixeira, uma extensão da Federal da Bahia que foi conseguida com muita luta e, modestamente, na minha gestão como prefeito de Vitória da Conquista tive a honra de desapropriar, de conseguir o terreno, uma área de onze hectares, doei para a UFBa, fizemos convênio na minha gestão também para que as primeiras turmas funcionassem nas instalações do SUS de Vitória da Conquista. Hoje são seis cursos, recebem mais de 30 milhões, com uma estrutura já bem esboçada.
                   Nós estamos lutando também em Brasília, tendo à frente como nosso timoneiro o nosso querido deputado federal Waldenor Pereira, com o apoio de todos os deputados, é bom que se diga isso, de todos os partidos, para que também a presidente Dilma coloque e sinalize a criação da Universidade do Sudoeste da Bahia e da Serra Geral.
                   Com isso, a Bahia iria cobrir praticamente todo o território do Estado com universidades federais; a própria Universidade do Oeste tem campi em vários outros municípios, então teríamos aí uma cobertura total, aproximando a Bahia de Minas Gerais que tem quase 17 instituições federais há muito tempo.
                   Eram essas, Sr. Presidente, as nossas palavras desta manhã.
                   (Não foi revisto pelo orador.)
 
 
 
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Waldenor Deputado Federal

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